Ministros do STF e juristas em geral que opinaram sobre o julgamento pelo aborto ou preservação de fetos anencéfalos estão numa cruzada mental contra o cristianismo. Porque a Igreja defende uma política, eles são contra. Tornaram-se escravos da Igreja Católica, não menos que o devoto repetindo mecanicamente a cúria.
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quinta-feira, abril 12, 2012
quarta-feira, março 28, 2012
Oratio Gettysburgensis
octoginta et septem annos abhinc nostri patres ferrerunt hoc continente novam nationem, concepta in libertate, et dicata ad propositionem ut omnes viri pariuntur aequalibus.
nunc committimur magno civile bello, quod temptat si illa natio, vel cuijavis natio, sic concepta et dicata, potest multe perferre. congredimur in magna acie illius belli. venimus dicare portionem illius aciei sicut terminalis stativa pro illis quibus dauerunt huc suas vitas ut illa natio possit vivere.
atque, prae amplior significatione, non possumus dicare, non possumus consecrare hanc tellem. valorosi viri, vivi et mortui, qui bellaverunt huc, consacraverunt eam, longe supra nostram pauperem potestatem adjunctu vel detractu. mundus vix contemplabit neque multum memoret qui huc dicamus, sed is nunquam potest oblivisci quod ei huc facerunt. ad nos vivi potius est noster officium dicemus nos ipsos huc infecto labori quem ei qui pugnaverunt adhuc tam animose procedere. ad nos potius est noster officium dicemus nos ipsos huc magno labori manendus ante nos -- ita ex his honorati mortui capissimus auctem studium illa causa cui ei daverunt proxumam plenam mensuram studii -- ita eminenter cernimus hos mortuos nequiquam non moriti -- ita haec natio, sub Deum, tenebit novam origem libertatis -- et ita rectio populi, ab populo, pro populo, non concidet de tellure.
Abraham Lincoln.
......
Complace non cunctare me corrigere.
Abraham Lincoln.
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Complace non cunctare me corrigere.
sábado, novembro 05, 2011
Descansa, revolta.
Brasileiro se revolta contra a corrupção (ah, eu nunca vou perder o sono por causa de corrupção financeira de político) e chama a isso de consciência política. Como disse Luiz Felipe Pondé no programa Painel da Globo News, não é preciso, brasileiro, se indignar a todo tempo com tudo. A vida segue ainda que o político tenha embolsado um dinheirinho, que seu vizinho aguarde quem dará o primeiro passo - se ele ou o policial - ao ser parado em blitz no trânsito, que você jogue lixo na praia (essa, sim, me indigna). Mas, que tal ficar chateado com o Fernanidnho Beira-Mar, que corrompe para as drogas? Sim, claro, ele não é o corrupto habitual, talvez seja até mais direito que o político, afinal o dinheiro que esse rouba evitaria a morte de criancinhas em hospital. OK, então, por que não, por exemplo, criar uma agravante para o crime do político? Ou, como queria um ex-professor, julgá-lo num tribunal de júri, julgamento pelo povo, como em caso de homicídio?
Fernandinho Beira-Mar acha graça de tudo isso, ele, o herói, a quem o jornal um dia estampou na capa com a manchete "Tá tudo dominado."
O político roubou, mas o espírito continua à procura de homens que o Filho Eteno chama à sua órbita. Por que fazer tanto caso deles? A vida segue, eles terão seu galardão um dia, no pós-dia, e você também. Sossega e peça para ele correr atrás do Beira-Mar.
O político roubou, mas o espírito continua à procura de homens que o Filho Eteno chama à sua órbita. Por que fazer tanto caso deles? A vida segue, eles terão seu galardão um dia, no pós-dia, e você também. Sossega e peça para ele correr atrás do Beira-Mar.
segunda-feira, outubro 10, 2011
Monarquia
A monarquia é o favorecimento pessoal legalizado, com a vantagem dos belos jardins, dos homens de fraque, garbo e elegância, e das histórias de princesa. Se é para ter corrupção financeira, por que a gente escolheu a República mesmo?
segunda-feira, julho 25, 2011
Ódio ou serviço
Lúcifer e Satã só se aturam enquanto envolvidos na unidade de ódio contra o Filho Criador. A liberdade desenfreda que pregam deve valer também em face do atual colega de rebelião. No momento as disputas podem não se manifestar, mas tão logo o inimigo comum e maior seja vencido, nutrir-se-á o desejo de supremacia do indivíduo absoluto. No retrato budista da Roda da Vida, figuram no círculo interno os três venenos do homem, representados por um porco, um pássaro e uma cobra, cada um mordendo o rabo do outro. Ou seja, eles opõem-se juntos ao homem, mas nem por isso são amigos. Cedo ou tarde, seu ódio recíproco revelar-se-á.
Não deve espantar, portanto, que em todos os países que fizeram uma revolução, seja na Rússia, França, Alemanha, Cuba ou China, os colegas revolucionários começaram a perseguir-se e matar-se uns aos outros assim que a vitória estava assegurada. Os expurgos cedo ou tarde acontecem.
O ódio a alguém -- não ao pecado, claro -- tem essa peculiar característica de vir acompanhado do ódio a si mesmo.
A bondade caracteriza-se por viver e aceitar com um grau maior ou menor de silêncio injustiças que se lhe praticam. Na realidade, não importa se você é mau ou bom, dirá Shinran, importa se você recita o Nembutsu, o que equivale a dedicar-se aos assuntos do Pai. Dedicar-se aos assuntos do Pai significa desenvolver uma vida interior a par da exterior, e isto implica dotar nossas atitudes e palavras com as experiências genuínas e significativas, afastando as falsas, as quais alimentam a língua perniciosa. A iniquidade, ao revés, ao primeiro sinal de que sofre uma injustiça real ou imaginária, tentará alardeá-la aos quatro cantos do mundo, repisando-a continuamente e figurando-se como a injustiçada, dona de uma autoridade moral contra o mundo ruim que um Pai bondoso inventado jamais criou. O movimento revolucionário, porque é mais dado a afetação, tem e sempre terá essa vantagem sobre o movimento evolucionário, qual seja, fazer mais propaganda sobre as injustiças que sofre.
Como organizar o movimento evolucionário, portanto?
terça-feira, julho 05, 2011
Comunismo, capitalismo, democracia e família
Contrapor o estado comunista a um estado capitalista não faz sentido. Comunismo e capitalismo não são espécies do mesmo gênero. O primeiro é um modelo político, o segundo tem menores pretensões, é um modelo econômico, aliás surgido naturalmente, nunca tendo sido planejado, como o primeiro necessariamente é.
O capitalismo costuma ser o modelo econômico de países democráticos. Enquanto tais, podem ser governados inclusive por partidos comunistas e socialistas que vençam as eleições, como de fato acontece.
A desagregação da família, um dos pontos da cartilha comunista, não foi adotada nos países democráticos pela "lógica intrínseca" do sistema capitalista. Pensar apenas em dinheiro -- e o capitalismo pode exasperar o desejo por dinheiro -- leva alguém a deixar de lado valores, como o da lealdade para com os seus. Mas ser um capitalista não significa pensar apenas em dinheiro, necessariamente. Pode-se ser capitalista e ter dedicação pelos familiares. Se o objetivo é acumular capital, preservar as famílias pode ser uma política muito boa, por sinal. Não o é, porém, se o objetivo for a dominação, que quer atomizar a sociedade, deixando a descoberto seus poderes intermediários, aqueles entre o estado e o indivíduo, como a família e a igreja.
sexta-feira, junho 24, 2011
Duas medidas para dois pesos
O Supremo Tribunal Federal ficou cheio de pruridos para, em face da Constituição Federal -- e de duvidosa interpretação que lhe fez --, extraditar o assassino Cesare Battisti. Por que não teve os mesmos melindres quando decretou a igualdade do casamento homossexual com o heterossexual, em afronta à letra mesma da Constituição?
quarta-feira, junho 22, 2011
Hospitas psiquiátricos soviéticos
por Félix Maier, retirado do artigo O Arquipélago Gulag e os dissidentes soviéticos.
"Utilizados na antiga União Soviética para internar intelectuais que criticavam o regime comunista, a exemplo do Instituto Serbsky. Em muitos julgamentos, o regime de Moscou declarava os réus de “irresponsáveis”, negando-lhes a permissão de estar presentes em seu próprio julgamento, para facilitar o envio dos dissidentes a clínicas psiquiátricas. “O castigo psiquiátrico era dado principalmente a transgressores do capcioso artigo 58 do código criminal, que lidava com atos ‘anti-soviéticos’: entre os internos companheiros de Yarkov estavam incluídos cristãos, trotskystas sobreviventes, opositores a Lissenko (9), escritores heterodoxos, pintores e músicos, letões, poloneses e outros nacionalistas. (...) Em 1959, o Pravda publicou a seguinte citação de Kruschev: ‘Um crime é um desvio dos padrões de comportamento geralmente reconhecidos, com freqüência causado por distúrbios mentais. (...) Aqueles que começam a exigir a oposição ao Comunismo... é claro que o estado mental de tais pessoas não é normal. (...) A primeira vez em que o Ocidente ficou inteirado da psiquiatria penal soviética foi em 1965, com a publicação de ‘Ward 7, de Valery Tarsis” (Paul Johnson, in Tempos Modernos, pg. 573-4) (10). Centenas de pessoas perfeitamente sadias foram libertadas de clínicas psiquiátricas depois das denúncias de Kruschev, em 1956. Os responsáveis, porém, não foram punidos, permaneceram nos cargos para mais tarde, com a reabilitação de Stálin, voltar a agir contra os dissidentes."
......
Triste, bastante triste.
segunda-feira, junho 20, 2011
Sobre o artigo O futuro que a Rússia nos promete, de Olavo de Carvalho
A "salvação pela destruição" consiste em matar mais de uma centena de milhões de pessoas porque assim se as está mandando "dessa para uma melhor", se as está ajudando portanto. O nazi-comunismo é bastante altruísta.
quinta-feira, maio 26, 2011
O governo israelense é relutante em devolver terras que conquistou na Guerra dos Seis Dias, quando foi atacado em operação conjunta de países muçulmanos. Mas já devolveu a Península do Sinai, para o Egito, em troca de um acordo de paz, e a Faixa de Gaza aos palestinos. Em discurso ao Congresso americano, o premiê israelense Netanyahu disse estar disposto a fazer "concessões dolorosas". Mesmo assim, um negociador palestino qualificou seu discurso como uma "declaração de guerra". Falta maturidade ao negociador.
Como faltou coragem a Yasser Arafat em 2000, quando não assinou o acordo de Camp David. Não o fez porque sabia que seria assassinado em seguida. Mas seria um grande homem; morreu do mesmo jeito, como qualquer ser humano, mas sem ser grande, ao contrário.
Como faltou coragem a Yasser Arafat em 2000, quando não assinou o acordo de Camp David. Não o fez porque sabia que seria assassinado em seguida. Mas seria um grande homem; morreu do mesmo jeito, como qualquer ser humano, mas sem ser grande, ao contrário.
terça-feira, maio 17, 2011
Talibães, go home!
"Procuram enganar a Allah e aos que crêem, mas não enganam senão a si mesmos e não percebem." (Corão, sura 2, 9)
O partido talibã do Paquistão promoveu uma passeata contra a operação americana que matou Bin Laden. Chegaram a falar em infração à sua soberania. Ora, se você quer ser tratado como um gentleman, aja como um, abrigar terroristas não condiz com sua pretensão.
Se uma moça é seqüestrada, o pai não vai deixar de entrar na casa do seqüestrador porque ele tem direito a propriedade. Não, ele vai entrar em sua casa e resgatá-la. Igualmente, a polícia não vai dizer: "Ô de casa", ao entrar na casa do traficante de drogas. Assim, os EUA entram em território paquistanês e capturam Bin Laden.
Não venham com essa de falar em soberania. Vocês, talibães, usam conceitos de respeito entre as nações que os ocidentais criaram; mas não titubeariam um minuto antes de atroplear a soberania alheia se tivessem a força suficiente. O Islam tem várias qualidades, mas uma delas não é seu militarismo. Praticam, assim, a guerra assimétrica, valendo-se dos parâmetros morais adversários para desarticulá-lo. Para os ocidentais e muçulmanos de bem, vale o conselho do Mestre: "Sejam sagazes com as serpentes e simples como as pombas."
O partido talibã do Paquistão promoveu uma passeata contra a operação americana que matou Bin Laden. Chegaram a falar em infração à sua soberania. Ora, se você quer ser tratado como um gentleman, aja como um, abrigar terroristas não condiz com sua pretensão.
Se uma moça é seqüestrada, o pai não vai deixar de entrar na casa do seqüestrador porque ele tem direito a propriedade. Não, ele vai entrar em sua casa e resgatá-la. Igualmente, a polícia não vai dizer: "Ô de casa", ao entrar na casa do traficante de drogas. Assim, os EUA entram em território paquistanês e capturam Bin Laden.
Não venham com essa de falar em soberania. Vocês, talibães, usam conceitos de respeito entre as nações que os ocidentais criaram; mas não titubeariam um minuto antes de atroplear a soberania alheia se tivessem a força suficiente. O Islam tem várias qualidades, mas uma delas não é seu militarismo. Praticam, assim, a guerra assimétrica, valendo-se dos parâmetros morais adversários para desarticulá-lo. Para os ocidentais e muçulmanos de bem, vale o conselho do Mestre: "Sejam sagazes com as serpentes e simples como as pombas."
sábado, abril 23, 2011
Fundação Ford na faculdade de direito da UERJ
"(Esta situação) envolve a organização de fortunas livres de tributos de financistas internacionais em fundações que serão usadas com objetivos educacionais, científicos, "e outros de interesse público." Há sessenta anos ou mais, a vida pública no Ocidente foi dominada pela influência de "Wall Street". Este termo nada tem que ver com o uso que os comunistas lhe impingem, de um industrialismo monopolista, mas, ao contrário, refere-se ao capitalismo financeiro internacional envolvido até o pescoço no padrão ouro, flutuações cambiais, flutuações de apólices com juros fixos e, em menor extensão, flutuação de ações da indústria nos mercados de ações. Este grupo, que nos Estados Unidos foi de todo dominado por J. P. Morgan e sua corporação dos anos 1880 até os 1930 era cosmopolita, anglófilo, internacionalista, pró-Ivy League*, tinha base de ação na costa leste, anglo-católico, e formado na cultura européia. Sua conexão com as universidades da Ivy League baseava-se no fato de que grandes doações a essas instituições deviam ser precedidas de uma consulta constante aos financistas de Wall Street (ou suas ramificações em State Street, Boston, e outros lugares) e se refletiu no fato de que essas doações, ainda em 1930, eram em bônus ao invés de bens imobiliários ou ações ordinárias. Como conseqüência dessas influências, até os anos 1930, J. P. Morgan e seus associados eram as figuras mais significativas nas diretrizes políticas de Harvard, Columbia, e, em menor extensão, Yale, enquanto os Whitneys eram significativos em Yale, e a Prudential Insurance Company (através de Edward D. Duffield) dominava Princeton." (QUIGLEY, Carroll. Tragedy and Hope, chapter 65. Tradução minha)
*Ivy League é o nome que se dá ao grupo de oito universidades de maior prestígio na costa leste dos Estados Unidos.
......
Alguns anos mais tarde, a influência das fundações se faria sentir também no resto do mundo.
Não deve surpreender, portanto, que no contexto da Aliança para o Progresso, nos anos 60, o Centro de Estudos e Pesquisas no Ensino de Direito (CEPED), ligado a faculdade de direito da UERJ, tenha recebido apoio da Agência de Desenvolvimento Internacional do governo dos EUA (USAID) e da Fundação Ford -- confira aqui, na seção História.
Assim se ajuda a explicar a ascendência do pensamento politicamente correto, ao modo do liberalismo norte-americano praticado nas universidades da Ivy League e apoiado pelas fundações bilionárias, sobretudo pela Ford, naquela instituição e, de resto, mundo afora.
*Ivy League é o nome que se dá ao grupo de oito universidades de maior prestígio na costa leste dos Estados Unidos.
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Alguns anos mais tarde, a influência das fundações se faria sentir também no resto do mundo.
Não deve surpreender, portanto, que no contexto da Aliança para o Progresso, nos anos 60, o Centro de Estudos e Pesquisas no Ensino de Direito (CEPED), ligado a faculdade de direito da UERJ, tenha recebido apoio da Agência de Desenvolvimento Internacional do governo dos EUA (USAID) e da Fundação Ford -- confira aqui, na seção História.
Assim se ajuda a explicar a ascendência do pensamento politicamente correto, ao modo do liberalismo norte-americano praticado nas universidades da Ivy League e apoiado pelas fundações bilionárias, sobretudo pela Ford, naquela instituição e, de resto, mundo afora.
sexta-feira, abril 15, 2011
Petização oca
Deve ocorrer com o PT -- se é que já não está ocorrendo -- um fenômeno peculiar que sucedeu ao partido fascista italiano. Como ele era o único partido do país, e porque se filiar a um partido pode aumentar suas oportunidades de emprego e negócios, pessoas que não eram fascistas ingressavam em suas fileiras, até o ponto em que havia mais indiferentes do que fascistas propriamente ditos no partido.
No Brasil, para fazer negócios com instituições estatais controladas por petistas, as quais já somam um número enorme, com freqüência é pedido carteirinha do partido. Se você não tem, não vai conseguir o contrato.
Bom, eu e nem você, leitor, quer ficar de fora dessa boquinha. Então filiar-se ao partido dos trabalhadores pode ser um bom negócio.
A petização do Brasil é evidenciada pela quantidade de bandeiras do Brasil que havia na posse de Dilma, muito baixa em comparação com o número de bandeiras do partido.
Na despedida de José Sarney da presidência, por exemplo, viram-se muitas bandeiras verde-amarelas. Elas andam em falta em Brasília!
No Brasil, para fazer negócios com instituições estatais controladas por petistas, as quais já somam um número enorme, com freqüência é pedido carteirinha do partido. Se você não tem, não vai conseguir o contrato.
Bom, eu e nem você, leitor, quer ficar de fora dessa boquinha. Então filiar-se ao partido dos trabalhadores pode ser um bom negócio.
A petização do Brasil é evidenciada pela quantidade de bandeiras do Brasil que havia na posse de Dilma, muito baixa em comparação com o número de bandeiras do partido.
Na despedida de José Sarney da presidência, por exemplo, viram-se muitas bandeiras verde-amarelas. Elas andam em falta em Brasília!
quarta-feira, abril 13, 2011
Outro plebiscito?
Esse pessoal do desarmamento não sossega.
Rodrigo Pimentel, você é inteligente o bastante para achar que o desarmamento evitaria a tragédia de Realengo. O assassino adquiriu sua arma ilegalmente.
No vídeo abaixo, Alexandre Garcia comenta sobre um novo plebiscito no fim do ano.
Rodrigo Pimentel, você é inteligente o bastante para achar que o desarmamento evitaria a tragédia de Realengo. O assassino adquiriu sua arma ilegalmente.
No vídeo abaixo, Alexandre Garcia comenta sobre um novo plebiscito no fim do ano.
terça-feira, abril 05, 2011
Amor aos fatos
A novela Amor e Revolução, do SBT, sobre o regime militar, e que estréia hoje, não começa bem. Ela mostrará um deputado que é preso -- até aí, tudo bem, realmente políticos eleitos sofreram perseguição e foram presos -- e torturado. Contra a dor física da tortura, o deputado inflaciona o ego: "Eu sou a voz do povo".
Não se sabe, porém, de nenhum deputado torturado durante o regime militar. Se algum foi, não contou. Eles foram obrigados, pelas circunstâncias, a se exilar, ou foram presos, mas nenhum foi torturado.
Qualquer novela que fale sobre o regime militar tem a obrigação de fazer uma pesquisa histórica acurada do período. Toda a verossimilhança da trama deve ser construída com base nos fatos, não o contrário.
Pode parecer bobagem, afinal, "é só uma novela". Acontece que o imaginário de um país sempre influencia sua política; e o passado militar brasileiro já é delicado o bastante para ser tratado de maneira leviana.
segunda-feira, março 28, 2011
Conversando com colegas outro dia, tocamos no assunto pesquisa em plantas medicinais na Amazônia. Disseram que o governo precisava criar incentivos fiscais.
Se o governo cria incentivos, é o político quem está escolhendo qual será a atividade produtiva. Mas essa é uma tarefa do empresário, ele deve decidir que atividades desenvolver, não o político. Incentivo fiscal, se houver, deve vir a reboque da atividade empresarial, conseguido por lobbys dos empresários da área, não à sua frente.
quarta-feira, março 23, 2011
segunda-feira, fevereiro 28, 2011

"Les épines, ça ne sert à rien, c'est de la pure méchanceté de la part des fleurs!"
O piloto estava errado ao dizê-lo e o pequeno príncipe o corrigiu. As flores, na verdade, tinham espinhos para se defender.
Num país distante da Terra, também as flores têm espinhos. Elas são criadas pelas pessoas para defendê-las de vizinhos hostis, jamais para atacá-los. Estão de prontidão para qualquer eventualidade, e em dias de paz se comportam como damas da sociedade, servindo buquês às namoradas ou dando pólen a beija-flores. Sua estripulia é causar espirro às formigas.
Defendem a civilização construída por ratos-estadistas, elefantes-filósofos, pumas-poetas e cientistas sabugosos. E, de quebra, aspergem o ar com suas doces essências.
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